domingo, 5 de fevereiro de 2017

Dezoito carros para você pensar por até R$20 mil

Independentemente se você gosta ou não de carros, é certo que o automóvel traz independência e liberdade. Sabendo disso, o Driving N' Reading vai compilar alguns carros para você procurar e que não farão você passar apertado, desde que você tenha educação financeira (se não tiver, irá passar apertado até se tiver uma charrete). E o melhor de tudo, você poderá ir ao encontro com a sua pretendente em potencial (ou seu pretendente, dependendo das circunstâncias). 

Dito isso, então vamos à lista.



Fiat Uno (2010-)

Lançado em maio de 2010, o Fiat Uno de segunda geração trouxe um pouco mais de modernidade ao segmento dos carros de entrada. É claro, eu sei que se você pudesse, teria um Panda, carro vendido para o competitivo mercado europeu. Mas esse é um problema para você reclamar com o Governo Federal e o Ministério das Relações Exteriores. Falado isso, o Uno então inaugurou uma "nova" plataforma, uma versão, à grosso modo, depenada da Fiat Mini Platform, cuja derivou da do Palio de 1996. Apesar de tudo isso, o desenho foi elaborado pelo Centro de Estilo Fiat de Turim. Exibindo uma semelhança visual com o Panda, o carro realmente não fez feio no desenho. Na opinião do autor, permaneceria bom sem a cirurgia plástica.

De fato, a chegada desse Uno tira a justificava da marca ter mantido o Palio (assim como a elaboração do Palio de segunda geração). Ganhou subchassi na suspensão dianteira e aprimoramentos no comportamento dinâmico, e hoje é o carro da vez das firmas e franquias que fizeram fama com o poder de uma escada no teto. Os motores permaneciam os mesmos Fire 1,0 e 1,4 litro, com algumas pequenas melhorias. Se de um lado não têm o refinamento do motor de um Up, de outro são velhos conhecidos e facilitam a manutenção daquele seu amigo mecânico que mora em uma cidade de "interiorzão". Pechinche e você achará modelos com ar-condicionado e direção assistida (melhor ainda se tiver os importantes opcionais freios antitravamento e bolsas infláveis frontais). É um favor que fará a você mesmo.



Volkswagen Fox (2003-)

Chegando em outubro de 2003 inicialmente como versão três-portas (a de cinco portas chegaria no ano seguinte), parecia um projeto realmente interessante. Tipicamente brasileiro, usa a mesma plataforma do Polo de quarta geração, a PQ24, inclusive com caixa de câmbio diferente da do Gol de segunda geração. Apesar de ter chegado com um interior que faria o Mille ELX se sentir melhor e com limitações por ter maior altura e menor centro de gravidade (a marca teve que endurecer a suspensão para não deixá-lo instável em curvas mais acentuadas), ele é prático, confiável e espaçoso (na Europa era tecnicamente o antecessor do Up, visto que o Fox era exportado para eles). Em 2009 ele receberia grandes aprimoramentos no interior, com também mudanças no exterior. Prefira as versões com motor 1,6 litro. Só tome cuidado com o sistema de rebatimento do banco traseiro (a não ser que você queira se tornar presidente). Veja se ele passou pelo recall sobre.



Volkswagen Santana (1999-2006)

Levante o teclado quem nunca viu um taxista ter usado o Santana como veículo de trabalho ou ao menos ter conhecido outro que tenha tido um. Herdado do VW Passat de segunda geração, ao longo dos anos ele foi recebendo aprimoramentos e, apesar de envelhecido, permanecia boa opção. Como ele saiu de linha, hoje é difícil achar modelos bem cuidados, mesmo os mais recentes. Apesar disso, um bom modelo para quem não se importa em ter um carro envelhecido. Confortável, espaçoso e com um motor forte (motores 1,8 litro e 2,0 litros, o primeiro tendo opção por álcool), robusto e que aquele seu mecânico vai saber consertar. Fique atento à alguns problemas crônicos, como infiltrações por má vedação.



Volkswagen Gol (2000-)

À parte de ser um favoritos entre pessoas que gostam de rebaixar suspensão (entre outras modificações infelizes), esse carro é uma boa opção. Há uma ampla gama de opções de motorização e versões de acabamento. Você pode apenas desejar um Gol como um meio de transporte e, se for um pouco mais exigente, pode pesquisar por versões com motorização 1,6 e com direção assistida e ar-condicionado. Há também os motores mais fortes 1,8 e 2,0, descontinuados anos depois e, se tiver muita sorte, o Gol GTI com um motor 2,0 mais potente. Só não recomendamos o turboalimentado 1,0 litro dos primeiros anos, pois este têm problemas crônicos e nem todos tiveram a manutenção feita corretamente. 



Toyota Corolla (1998-2002)

Pode não seduzi-lo por sua aparência, mas é certo que você se sentirá melhor em saber que terá um sedã confortável, econômico, resistente e confiável. Com ambos os motores, 1,6 e 1,8 litro de dezesseis válvulas, o carro vai bem. Mas as bolsas infláveis frontais, só a partir da XEI. Se quiser freios antitravamento, somente na SE-G. As preferidas são as versões XEI com transmissão automática. Mas se você mesmo assim prefere transmissão manual, achará nas versões XEI e XLI. Não se tem notícia de problemas crônicos na oitava geração. Procure um bem-cuidado e terá um companheiro fiel.



Renault Clio (1999-2016) / Foto Starmoz

Certo, você não está satisfeito com o Gol e quer algo com melhor custo-benefício. Esse é o Clio. O abordado nesse artigo chegou em 1999, já brasileiro, na sua segunda geração, sendo o primeiro carro nacional a vir com bolsas infláveis frontais de série. É claro, a Renault poderia ter feito melhor, como ter atualizado o câmbio e trazido a terceira e quarta gerações. Tanto os modelos 1,0 quanto os 1,6 são boas escolhas. Se prioriza segurança e conforto, prefira as versões RT e Privilège. Só se atente à alguns problemas que podem acometer alguns modelos: queima precoce das bombas de combustível nos modelos flexíveis, neste caso se atente ao chiado no ponto-morto e falha no motor, assim como o esguichador do para-brisa. Para verificar se no chassi do carro avaliado há recall, ligue para o SAC da Renault que é 0800 055 56 15.



Renault Sandero / Logan (2007-)

Chegando aqui em dezembro de 2007 (o Logan em junho do mesmo ano), o Sandero foi um projeto brasileiro, baseado no romeno Logan, da divisão Dacia da marca. Projeto este que logo depois foi adotado na Europa. Idealizado como um carro para suportar má qualidade de pavimentação e combustível e para ter elétrica e mecânica simples, passou à imagem aos brasileiros de que carros da Renault não são necessariamente caros de manter. Ter mais de um carro na garagem é ainda um luxo para poucos, então o Sandero acaba servindo como um carro que pode atender várias necessidades do consumidor brasileiro, enquanto o Logan tem como adicional um maior porta-malas. Se for possível, prefira as versões com motor 1,6, tanto os de oito válvulas quanto os de dezesseis válvulas. Como nenhum modelo é isento de problemas, alguns problemas podem atingir alguns modelos. Portanto, fique atento à eles: queima de luzes no painel, defeitos na bomba de combustível e máquina de vidros, ruídos internos e descostura de tecido dos bancos. Para ver o recall do carro, acesse aqui.



Ford Focus (2000-2008)

Você quer uma opção mais refinada. Esse é o Focus. O sucessor natural do Escort cujo desenho parece não envelhecer traz um acerto de suspensão com referência até hoje (mesmo a básica GL, lançada anos depois, permanecia com a suspensão traseira multibraço), além de melhores acabamento e interior. Se não vê problema em perder em desempenho, opte pela versão com motor 1,6, o mesmo utilizado no irmão menor Fiesta, deixando a manutenção menos onerosa. Se quer freios com sistema antitravamento, opte pela versão Ghia, cuja veio anos depois com o motor 2,0 litros da família Duratec. Atenção a componentes como caixa de direção e conjunto da suspensão que costumam apresentar ruídos ao passar por ruas de pavimento irregular ou de paralelepípedos. Na parte interna, cheque por debaixo dos tapetes se há umidade no carpete, resultado da infiltração ocorrida na porta ou no condensador do ar-condicionado. Outra forma de detectar é através do mau cheiro.

Quanto aos recalls, entre em contato com a Ford através do número 0800-703-3673 ou pelo site www.ford.com.br.




Ford Ka (2000-2014)

Achou o Focus um exagero para você? Pense no Ka. Uma opção econômica e barata para se andar na cidade, sem deixar de se divertir um pouco nas curvas. A primeira geração ganhava na linha 2000 o motor 1,0 Zetec Rocam, com bem mais força que o antiquado Endura de 1,0 litro (havia ainda o motor 1,6, da mesma família do novo 1,0 litro). Em dezembro de 2007 chegava a segunda geração, exclusivamente brasileira e bem distinta do Ka europeu (que compartilha a mesma plataforma do Panda), com um desenho mais genérico. Na segunda geração, se possível, opte pelas versões 1,6, pois as 1,0 receberam inúmeras reclamações dos donos quanto ao consumo alto. Atente-se a alguns problemas que atingiram certos modelos da segunda geração como na caixa de direção e ar-condicionado. Não se esqueça de ver quanto aos recalls.



Ford Fiesta (2002-2013)

A quinta geração do modelo chegou por aqui em outubro de 2002, estreando a mudança da linha para Camaçari, na Bahia (antes era em São Bernardo do Campo, São Paulo). O desenho mudou drasticamente e ficou notavelmente moderno, sem os exageros que hoje "contagiam" muitos modelos. Infelizmente o interior, apesar de bem mais atual, era dotado de uma pobreza que atingiu níveis nunca vistos na indústria nacional, inesperado de um Ford anos atrás. Apesar disso, continuava um carro confortável e agradável de dirigir, assim como os mesmos motores da família Rocam 1,0 e 1,6 aspirados, ainda tendo o 1,0 com compressor. Nós recomendamos que você adquira as versões com motorização 1,6, mais adequadas e com pouco prejuízo no consumo. O motor 1,0, com compressor, durou pouco tempo e hoje é mau-visto no mercado. Fuja dele. Em 2007 o interior ficava pouco melhor e em 2010, um pouco melhor também, além de ganhar alguns pequenos detalhes. Se quiser se informar sobre recalls, acesse aqui.



Honda Civic (2000-2005)

Seria injusto abordar o Corolla e não abordar o seu rival, neste caso, de sétima geração. Ainda que ele não seja dotado do mesmo nível de conforto na suspensão que o concorrente, o Civic tem as mesmas qualidades: qualidade construtiva, resistência, confiabilidade e baixo consumo. Todas as versões já têm direção assistida, ar-condicionado, trio elétrico e bolsas infláveis frontais, sendo os freios antitravamento exclusivos do EX, o mais caro da gama. Se prioriza conforto, escolha as versões com câmbio automático, as mais comuns na linha. Fique atento aos recalls e acesse o site.



Chevrolet Astra (2000-2012)

Não tem o mesmo refinamento de um Focus, mas esse é aquele carro para você que cansou daquele seu carro de entrada que não tem nada além do básico e do básico. Entrega um pacote de conforto bom, com direção assistida, ar-condicionado e trio elétrico. As versões com câmbio manual são as mais procuradas. Como o motor tem torque de sobra e distribuído em baixas rotações, aliado às longas relações de marcha e baixa massa, o consumo não é tão alto assim. Na linha 2011 o carro ganhava algumas alterações pequenas no velho motor 2,0 litros, que o deixaram menos gastador. Se você tiver sorte, você pode encontrar versões Advantage e Elegance com os opcionais freios antitravamento e bolsas infláveis frontais. A de topo, Elite, é algo rara, mas se encontrá-la em bom estado, fisgue! Ela tem quatro bolsas infláveis, freios antitravamento e revestimento dos bancos em couro. Uma das principais vantagens desse carro é a ampla disponibilidade de mão-de-obra pronta para consertar o motor Família II, o mesmo utilizado no irmão maior Monza...



Honda Fit (2003-2008)

Um dos carros mais bem-projetados que se tem notícia neste século, o Fit é uma ótima opção. Espaçoso, versátil, confiável, resistente e eficiente, ele chegou nessa geração com os motores 1,35 e 1,5 litro (o primeiro com oito válvulas e o último com dezesseis), ambos de concepção moderna e da família L dos motores Honda. Outro destaque é o sistema de rebatimento dos bancos traseiros, de maneira que você possa levar objetos grandes e muita tralha ali (só respeite o peso máximo admitido no carro, por favor). Tanta as versões com câmbio manual de cinco marchas quanto as com câmbio de variação contínua são interessantes. Recomenda-se, no entanto, que se pegue as versões à partir da LXL: já vêm com os importantes freios antitravamento e bolsa inflável frontal para o passageiro. Fit também esteve entre os carros que sofreram o recall. Portanto, visite também o site.



Fiat Palio/Siena (2001-2017)

Uma opção com um pouco mais de conforto que o Gol, os carros da família Palio são boas opções. Não têm a mesma sensação de um Punto ou um Bravo, mas entregam relativo conforto, baixo custo de manutenção e resistência. Caso queira economia de combustível, recomendamos que você garimpe as versões com o motor 1,4 litro, mais equilibradas em desempenho e consumo. Fique atento ao problema que pode acometer alguns modelos, como o empenamento do eixo traseiro, que provoca desgaste irregular dos pneus e trepidações em rodagem, assim como o computador de bordo que zera sozinho e problemas com partida a frio e trepidações nos freios.



Chevrolet Classic (2002-2016)

Não sei quanto à você, leitor, mas o autor aqui não é simpatizante do Celta. O Classic é o Corsa Sedan, em essência. Ele preserva os bons e ruins: a ampla faixa de tecido em todas as portas, bom espaço no porta-malas, resistência e confiabilidade. Os ruins permanecem: má posição de dirigir, ruídos provindos do motor e do acabamento interno. Descarte os modelos a gasolina com motorização 1,0: os primeiros eram muito problemáticos com a questão das "batidas de pino".



Chevrolet Corsa (2002-2012)

Um dos últimos resquícios dos bons tempos da General Motors do Brasil, o Corsa preserva a confiabilidade e robustez e adiciona mais espaço interno, posição de dirigir melhorada e um rodar mais confortável. Prefira as versões flexíveis pós-2005, com menores aspereza no funcionamento. Se você não se importa com baixo desempenho, compre com motor 1,0 litro. Se você se importa, opte pelo 1,8. Se quer economia, prefira o 1,4. Se tiver sorte, achará alguns modelos com o raríssimo teto solar e, mais raro que isso, ainda ter isso e bolsas infláveis frontais e freios antitravamento. Fuja das versões com embreagem automática, que podem dar canseira em caso de pane. Fique atento com problemas relacionados à desleixo na troca da correia dentada (que exige retífica se houver descuido na frequência das trocas), detalhes no acabamento interno, assim como no aterramento. Verifique os recalls.

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