quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Sete modelos de carros que poderiam fazer sucesso no mercado brasileiro

Você sabe que, no cenário brasileiro atual, sem muitas perspectivas para recuperação, investir em carros torna-se cada vez mais difícil. Homologar um modelo para a burocracia "braso-soviética" não é para qualquer um, os impostos são escorchantes... eu sei, eu sei que para você é chato ficar repetindo. Mas a realidade tem de ser mostrada. 

Apesar de tudo isso, 2016 foi um ano de muitos lançamentos dos utilitários, segmento que foi o que de fato trouxe boas novidades. Independentemente se você gosta deles ou não, o fato é que investir neles é o que há de menos arriscado para agora. E quando se investe em carros, o retorno esperado é para os próximos anos.

Dito isso, vamos então aos carros que, na minha visão, poderiam fazer sucesso no labiríntico mercado brasileiro de carros. Independentemente em um mercado fechado (como agora) ou aberto (como foi em parte da década de 90).


Mazda CX-3
Resultado de imagem para mazda cx-3
Imagens: Jalopnik e Consumer Guide, respectivamente.

Esse seria um grande concorrente no segmento dos utilitários no qual está inserido Honda HR-V, Nissan Kicks, Ford Ecosport, Jeep Renegade, Peugeot 2008 e JAC T5. A Mazda por aqui ficou conhecida nos bons tempos de real forte e muitos importados com o seu MX-3 e o MX-5, na década de 90, ficando até a primeira década de 2000, quando encerrou as suas operações de vez. Assim como o HR-V, ele traz desenho esportivo e, como tradição da marca, um bom comportamento dinâmico, além do interior. E sem deixar de mencionar a confiabilidade e robustez. Atualmente é feito em Hiroshima, no Japão, e não deixaria de ser interessante com o SkyActiv 2,0 litros de 146 cv. Oferece transmissões automática e manual, ambas de seis marchas. Em uma conversão feita no momento desse texto, se fosse comprado do México (descontando taxa, imposto e frete), ficaria por volta de R$44,7 mil. 


Mazda CX-5
2014 CX-5 (14)
Fotos: Consumer Guide

Outro japonês que seria competitivo, o modelo é feito na mesma linha de Hiroshima e poderia bater de frente com carros como o Hyundai Tucson (não usarei a terminologia e denominação da Hyundai Motor Brasil), além de Toyota RAV4, Jeep Compass, Honda CR-V, entre outros. Tem opções por transmissão manual ou automática de seis marchas, e motores 2,0 e 2,5 litros (este último sem opção por câmbio manual). Nada mal. A versão mais barata, no México, nas mesmas metodologias utilizadas, custa R$60 mil aproximados.


Toyota Yaris
Resultado de imagem para toyota yaris hatchback mexico 2017
Fotos: Auto Cosmos e Toyota Mexico.

Outro carro que poderia ser comercializado. Econômico, eficiente, durável e confiável. Você precisa mais que isso em um carro desse segmento? Vem com transmissão manual de cinco marchas ou transmissão de variação contínua, no motor 1,5 litro de 107 cv. Mas não, a Toyota do Brasil decidiu que o Etios ocuparia este lugar. E você que engula. Os mexicanos, os chilenos, eles podem. Você não. Fique apenas com o Etios. Você não tem esse direito. Contente-se com isso. R$30,9 mil na versão mais básica, também do México.

Toyota Camry
2015_Toyota_Camry_XSE_001
Fotos: Consumer Guide.

Toyota, desista de importar o Camry do Japão. Importe do México! Além de mais bonito, ainda mais barato. Em um segmento hoje dominado pelo Ford Fusion, é certo que, se trouxesse um preço competitivo (ou menos caro) para tanto os modelos de motor 2,5 litro (178 cv) quanto os 3,5 V6 (268 cv), ambos com transmissão automática de seis marchas, teríamos então um forte concorrente. Por que o público do Corolla, que de repente guardou uma quantia, não pode subir um andar e optar pelo Camry quatro-cilindros? Ele apenas quer um carro confortável (certamente o ideal para a pavimentação brasileira), espaçoso, confiável e durável. A Toyota não tem o melhor pós-venda do Brasil? Não deixam de comprar um Land Rover por um Hilux SW4? Pois então. Preços não encontrados no site da Toyota do México.

Toyota 86
Foto: Toyota da Argentina.

Sim, isso mesmo que você leu. Os argentinos podem comprar o 86, o esportivo da marca. Esportivo esse que já teve logomarca da Scion nos EUA (divisão hoje extinta da Toyota) e hoje permanece com as logomarcas Subaru (como BRZ) e Toyota. Mas por qual motivo? O carro foi fruto de uma parceria entre ambas as marcas. O motor, em posição longitudinal e com cilindros opostos (boxer), é um pequeno 2,0 litros com 200 cv e 20,9 kgf.m, aspirado, e que combina injeção direta e indireta. Não vai ganhar de um GTI em desempenho, mas a essência do carro focado em comportamento está lá: tração traseira, câmbio manual de seis marchas (ou automático de seis) e, com a ajuda do motor boxer, menor centro de gravidade. Foi muito bem-avaliado em meios de imprensa norte-americano e europeu. Bom, a Toyota infelizmente não colaborou e não disponibiliza (ao menos de forma clara e objetiva) em seu site argentino os preços.

Volkswagen Polo
Integración Polo TSI
Foto: Volkswagen do México

Parecia tão simples a Volkswagen ter elaborado a sua linha... Up, Polo, Golf, Jetta, Passat. Mas não, fica tudo mais difícil porque... aquela mesma conversa de sempre de mercado emergente (diga-se, mercado de país pobre). A verdade é que para eles não somos dignos o suficiente. Bem-construído, confiável, refinado e versátil, o Polo, especificamente o de quarta geração (o da geração anterior à esta não será abordado) teve uma trajetória iniciada por aqui em 2002, com aquele visual moderno e interior muito bem executado. Adjetivos que, para a marca no Brasil, foram o bastante para defini-lo de maneira infeliz como "compacto premium". Permaneceu assim por vários anos, na mesma forma e carroceria. Não fez muito sucesso. Foi se envelhecendo com a chegada de carros como Punto e Fiesta (por favor, não venha me dizer que é New Fiesta). Hoje continua um modelo muito interessante no mercado de usados. Nesse ano é provável que o novo Gol chegue e que, segundo a Volkswagen do Brasil, será parecido ao Polo. Vão gastar tanto dinheiro nesse carro, por que então não refazem de uma vez o Polo aqui, como já fizeram? À partir de aproximados R$32,6 mil, numa conversão feita no momento desse texto, se fosse comprado do México (descontando taxa, imposto e frete). Já poderia vir com os mesmos motores já utilizados aqui no Up, Jetta e Golf.

Peugeot 301
Peugeot 301 01
Resultado de imagem para peugeot 301 interior
Fotos: Best Cars e Peugeot do Egito.

Enquanto a marca goza de reputação de carros robustos e confiáveis em países da África e do Oriente Médio, a mesma situação muda totalmente no Brasil. Poderia vir com o 1,2 litro aspirado, assim como o já conhecido 1,6. Do segmento dos sedãs derivados de compactos (ou subcompactos, se você for um europeu ou americano que está aprendendo português aqui), o carro tem medições próximas aos concorrentes em proposta Chevrolet Cobalt, Fiat Grand Siena, Renault Logan e Nissan Versa. Compartilha a plataforma com C4 Cactus, Peugeot 208, entre outros. Poderiam também adaptar a transmissão Aisin, porque a AT8 já está um tanto defasada para cá. Preço aproximado de R$37 mil, na Peugeot do México nas metodologias previamente usadas.

Seu primo, o Citroën C-Elysée (pronuncie o nome como "siélizê"), já participou até no campeonato de rali no World Touring Car Championship, se destacando nas pontuações.
Resultado de imagem para citroen c-elysee
Resultado de imagem para citroen c-elysee
Fotos: AutoEvolution e Citroën de Portugal.

É óbvio que cabem muitos mais modelos nessa lista. Se fizer sucesso, farei uma lista com mais modelos. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário