quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Carros que você provavelmente não sabia que existiam

AVISO: AS CONVERSÕES MONETÁRIAS FORAM FEITAS DE MODO QUE VOCÊ POSSA IMAGINÁ-LOS SE FOSSEM IMPORTADOS PARA CÁ. PODE HAVER VARIAÇÕES.

É evidente que o maravilhoso mundo automotivo que há fora dos muros do Brasil traz muitas curiosidades e, por que não, carros legais e curiosos.

Com este fato, vamos então mostrar carros que provavelmente nunca passaram em sua cabeça.

Citroën C6
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Imagens: Wikipedia e Carscoops

O topo de linha da marca (esse sim um carro grande), famosa pelos modelos exóticos e com grande ousadia, chegou em 2005 e, se na Europa parece ter agradado mais como carro-oficial de Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy, parece que agradou o público chinês. Saiu de linha em 2012. No Brasil, é mais raro do que achar político honesto. 

Em sua segunda geração exclusiva para os chineses, lançada no ano passado, o carro continua trazendo elementos exóticos. E isso não é a primeira vez que acontece naquela terra. Feito sob a plataforma EMP2, plataforma na qual hoje são feitos outros modelos da PSA tais como o 308 de segunda geração, C4 Grand Picasso, 3008 de segunda geração, entre outros. Como se sabe, na China há muitas parcerias entre o estado e as marcas e, no caso da PSA, é uma parceria com a estatal Dongfeng, tornando-a Dongfeng Peugeot-Citroën. Estatal essa que também se juntou com marcas tais como Honda, General Motors, Nissan e Kia. Nada de suspensão com sistema hidropneumático, apesar dos modernos motores 1,6 e 1,8 litro turboalimentados de 167 cv e 180 cv, respectivamente. A transmissão é automática de seis marchas.

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Fotos: Top Speed.

Seu (teoricamente) por R$88 410 aproximados no modelo básico.

Citroën C4L
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Imagem: CarPlace UOL

Enquanto na Europa esse segmento praticamente inexiste (dos sedãs derivados de médios-pequenos), ele faz grande sucesso na América do Norte e América Latina. A ideia de fazer um três-volumes do segundo C4 é genuinamente chinesa (assim como o do 308, o 408) e lá o modelo já recebeu algumas atualizações (ano passado), o que, no entanto, não significa uma nova geração. Em versões mais caras há opção por itens de segurança tais como monitoramento de faixa, sistema de alerta pré-colisão, monitoramento de ponto cego e freio de estacionamento com controle eletrônico.

É oferecido com os motores 1,2 e 1,6 litro turboalimentados (134 cv e 164 cv respectivamente), assim como transmissão manual de cinco marchas e automática de seis marchas. O modelo básico é vendido por teóricos (e aproximados) R$62 757. Teóricos, porque você brasileiro vai continuar com o modelo argentino. Contente-se com isso. Quem sabe a PSA do Brasil (e da Argentina) não se sensibilizam com esse artigo.


Peugeot 408
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Imagens: CarNewsChina.

Se você leu uma das nossas primeiras matérias, sabe que o 408 de segunda geração já chegou no mercado chinês, compartilhando a plataforma EMP2 com os modelos citados acima. O melhor de tudo é que, ao contrário do modelo argentino, não tem a infeliz falsa saída de escape. No interior, destaque para os bancos dianteiros com ajuste elétrico e memória para o motorista e, como em modelos de luxo, massageador e aquecimento (até porque a China tem regiões com baixas temperaturas, principalmente agora no inverno, estação no hemisfério norte, na qual esse artigo está sendo escrito). Há também ar-condicionado com duas zonas de ajuste e detecção de ponto cego. Além de oferecer os mesmos motores do C4L (e transmissões, também), há ainda o 1,8 litro aspirado de 132 cv, nas versões de entrada. O modelo básico é vendido por teóricos (e aproximados) R$60 338. Realmente não sabemos se a PSA da Argentina pretende investir nesses novos modelos por lá. Talvez quando o país sair do fundo do buraco no qual foi enterrado.


Volkswagen Phideon
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Volkswagen Phideon
Volkswagen Phideon
Fotos: CarBlog.

Você deixaria de comprar um Audi, Mercedes-Benz ou um BMW para comprar esse carro, com 5,07 metros de comprimento? Certamente teria muitos positivos dos ricos residentes na China. Sucessor natural do Phaeton (um dos maiores fiascos da marca nesse século), esse carro de luxo é um dos grandes concorrentes do C6, trazendo os turboalimentados de 2,0 litros de 221 cv e 3,0 litros V6 de 296 cv (gasolina) e tração integral 4Motion, ambos com transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas. A suspensão dianteira é independente de cinco braços e a traseira é independente de ligação trapezoidal. Bom, se você quer discrição (e não despertar olhares de pessoas indesejadas) então ele vai te atender bem, pois há, como no Phaeton anterior, luxos encontrados só em modelos requintados e, neste carro em específico, tem-se ventilação, massageador e ajustes elétricos para ambos os bancos dianteiros, iluminação ambiente configurável, entre outros. Utiliza a plataforma MLB 2 (MBLevo), plataforma modular para motores colocados em posição longitudinal, a mesma utilizada hoje nos novos Audi A4, A8, Q5 e Q7 assim como Bentley Bentayga e Volkswagen Touareg. 


Volkswagen Ameo ou deixe-o

Fotos: TopGear

Até os indianos podem ter o Polo e você não. Esse, no caso, é "outra versão" do Polo Sedan (derivado do Polo de terceira geração, que eles também têm e você não), pois o Vento (nome para o outro Polo Sedan), também vendido para eles, é maior (inclusive no entre-eixos). Este aqui, mais curto que um Classic (3,99 m) obtém vantagem tributária por ter menos de quatro metros de comprimento. Coisas de burocratas. Para fechar com chave de tapa na cara, ainda há o motor 1,2 litro de três cilindros em linha e 74 cv e o turbodiesel 1,5 litro com bons 26 kgf.m. Além da caixa manual de cinco marchas, há a automatizada de dupla embreagem e sete marchas (não é referência em confiabilidade, mas volte para cá e olhe para o automatizado I-Motion do Voyage). Interessante é a disponibilidade de itens tais como controle de cruzeiro. Para um carro curto, até que os 330 litros do porta-malas atendem bem. Os carros movidos à diesel fazem muito sucesso entre os indianos, outra possível herança dos britânicos. Seu, teoricamente e por números arredondados, por R$24 644 convertidos. Contente-se com o Voyage, grande carro que retrata a honra da nossa grande indústria nacional.


Chevrolet Spark
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Foto: Wikipedia e CardDekho (última foto do atual modelo após leves cirurgias)

Opa, tem algo errado aí. Não, não tem não. Esse simpático carro (não à toa foi desenhado por Giorgetto Giugiaro, tente pronunciar seu sobrenome como "diudiaro"), o Spark de segunda geração, que não existe desde 2009 em uma considerável parte do mundo, permanece para os indianos. Bom, apesar de um projeto um tanto envelhecido, a priori parece ser mais interessante que o Celta, este que saiu de linha há pouco tempo por aqui. É um projeto tipicamente coreano da Daewoo e chegou na Índia em 2007. Teria sido um ótimo carro urbano naquela época para o Brasil, com seus 3,49 metros de comprimento. É movido por um pequeno 1,0 litro de 61 cv. Na mais básica versão, o que há de mais relevante é o ar-condicionado de série... versão essa que em teoria pode ser comprada por aproximados R$17 105 convertidos...

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Foto: Chevrolet India

Chevrolet Sail
The all new Sail Hatchback has a three-dimensional look.
Chevrolet Sail Sedan hero shot
Fotos: Chevrolet India

Na sua terceira geração desde 2014, esse outro projeto chinês parece nos convencer de que o Carlos Barba (desenhista) precisa ser demitido urgentemente de seu cargo na General Motors do Brasil. Esse carro, apesar de seu entre-eixos de apenas 2,46 metros, se destaca pelo espaço interno perante à concorrência na Índia. Oferece os motores de 1,25 litro a diesel (75 cv) e o 1,2 litro a gasolina (83,6 cv), e somente caixa manual de cinco marchas. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$22 526 convertidos (ou R$27 200 convertidos para o sedã).


Classy dual tone interiors add to the dynamic style.
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Fotos: Chevrolet India, OnCars.In e MotorBeam.com


Honda Brio, Amaze e Mobilio
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Fotos: Indian Autos Blog, Honda Car India e Zigwheels

Outro carro que poderia estar na lista, o Brio convence como carro urbano. No mercado desde 2011, esse pequenino de 3,61 metros agora parece mais belo que nunca, ao ser comparado ao Fiat Mobi, este uma verdadeira obra da arte pós-moderna no setor automotivo que, certamente, provocaria reações da Italdesign. Há também o sedã Amaze (de 3,99 metros, sempre se lembre da legislação indiana de impostos) e a minivan Mobilio (de 4,38 metros). Além de vendido para os indianos (e fabricado na Índia), é feito também na Indonésia e Tailândia. Ao contrario do irmão City, à título de curiosidade, os comandos do sistema de ventilação não foram elaborados por pessoas bitoladas por telas sensíveis e, assim sendo, o sistema de ventilação é controlado por botões físicos.

Para o Brio tem-se o motor a gasolina 1,2 16V (88 cv), transmissão manual de seis marchas ou automática de cinco. Amaze, o mesmo motor 1,2 litro (88 cv ou 90 cv) a gasolina, com transmissão manual de seis marchas ou automática de variação contínua, sendo o motor mais potente para esta última transmissão. Há também o 1,5 a diesel de 100 cv, somente com transmissão manual. Já o Mobilio vem com os motores a gasolina 1,5 litro de 119 cv, além do mesmo 1,5 litro a diesel. E somente com transmissão manual. Não encontramos os preços para serem convertidos.

Tata Tiago
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Imagens: Tata Motors.

Sim, a Índia tem várias marcas locais, entre elas a Tata (a marca foi fundada em 1862, quando a Índia ainda era colônia do Reino Unido, a Tata Motors foi fundada em 1945 e começou com carros de passeio em 1991), que ficou bem conhecida pelo Nano e que recentemente adquiriu a Jaguar Land Rover. Mas falemos do Tiago.

Lançado no ano passado, esse pequeno de 3,74 metros traz itens que iriam constranger muitos carros vendidos aqui no Brasil: controle de estabilidade e repetidores laterais de direção. Afinal, coitadinhas das fabricantes aqui no Brasil, elas perdem muito dinheiro quando colocam estes meros indicadores luminosos... E isso tanto no modelo a gasolina, com o motor 1,2 12V de 85 cv quando no modelo a diesel com motor 1,05 12V de 70 cv, ambos com câmbio manual de cinco marchas. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$15 064 convertidos (no modelo básico a gasolina).


Tata Bolt


Imagens: Tata Motors

Pouco maior que o Tiago (3,82 metros), é uma opção com motores mais potentes e, claro, dentro da ideia de baixo custo predominante naquele país. Com os motores 1,2 turboalimentado de 90 cv e o 1,25 turbodiesel de 75 cv e transmissão manual de cinco marchas, há detalhes como o acionamento automático do limpador de para-brisa traseiro ao engatar a ré, comandos de ar-condicionado pela tela sensível ao toque da central multimídia (coitado de quem for tentar regulá-los nas más pavimentações existentes também na Índia) e controles e comandos ao volante. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$25 142 convertidos (no modelo básico com motor turboalimentado a gasolina).

Tata Zest


Imagens: Tata Motors.

Esse sedã (com 3,99 metros de comprimento) é uma opção mais cara em relação às duas anteriores, trazendo os motores a gasolina 1,2 litro de 90 cv, além dos turbodiesel 1,25 litro de 75 e 90 cv (este último com turbina de geometria varíavel), com transmissão manual de cinco marchas e opção pela manual automatizada de cinco no mais potente modelo a diesel.

Em teoria pode ser comprado por aproximados R$24 172 convertidos (no modelo básico com motor turboalimentado a gasolina).

Maruti Suzuki Alto 800
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Fotos: Maruti Suzuki e CarAndBike

Sim, na Índia também tem a Suzuki e, nesse caso, Maruti Suzuki, a subsidiária indiana da marca japonesa.

No mercado indiano desde 2012, esse simpático carro urbano é uma opção da marca japonesa de baixo custo. Provavelmente referente ao nome (ou vice-versa), o pequeno motor três-cilindros de 796 cm³ com apenas 48 cv (ou o movido à gás natural, de 40,9 cv) traz economia. Com apenas 3,43 metros de comprimento, traz bolsa inflável para o motorista, ar-condicionado e direção assistida como destaques para as versões superiores.

Como você notou, o interior bicolor é algo comum e elogiado pelo mercado indiano (no sul do país as temperaturas médias anuais passam dos 25ºC, você tem ideia disso?), o que certamente aqui geraria más críticas, visto que o tom mais claro é um verdadeiro chamariz de sujeira, enquanto o tom mais escuro tem poderes sobrenaturais para espantar as malditas sujeiras. Não descobrimos seu preço.


Maruti Suzuki Alto K10
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Fotos: CarAndBike e Indian Autos Blog.

Da mesma base do irmão menor acima, o Alto K10, lançado em 2006, é maior (com 3,54 metros) e traz maiores comodidades e motores. Há o motor 1,0 litro com 68 cv, a gasolina, além da versão bicombustível, podendo alternar para gasolina e o gás natural (este com 59 cv). Há transmissão manual de cinco marchas e opção pela manual automatizada monoembreagem de cinco. Um tanto simples em itens de série, na versão básica tem de mais relevante o sistema de ar-condicionado. Ao menos você pode optar por direção assistida, controle interno dos retrovisores (!) e bolsa inflável para motorista. Seu, à partir de R$15 480, aproximados e convertidos das rúpias indianas.


Maruti Suzuki Celerio
Suzuki Celerio 1.0 Club – Frontansicht, 26. Juli 2015, Düsseldorf.jpg
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Fotos: Wikipedia e Maruti Suzuki.

O último carro da marca a ser abordado neste artigo (se eu abordasse todos os demais, eu viraria uma extensão do computador), esse urbano de 3,60 metros vem movido por um três-cilindros 1,0 litro de 68 cv, com opção de um manual automatizado de cinco marchas (o básico é transmissão manual de cinco marchas). No mercado desde 2014, esse modelo vem desde a versão básica com ar-condicionado, direção assistida, ficando para as versões mais caras acionamento elétrico dos vidros das quatro portas, sistema de áudio com rádio, toca-CDs, entrada auxiliar e USB e sistema Bluetooth. O carro indiano é também exportado para o Reino Unido.

Seu, à partir de R$19 mil, aproximados e convertidos das rúpias indianas. Teoricamente.


Datsun Go
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Fotos: Datsun India e Ritu Nissan

Sabe-se que a Datsun é uma subsidiária da Nissan há décadas atrás e, ao retornar em 2013, após 25 anos de ausência, tem focado em carros de baixo custo para "mercados emergentes" (novamente, eufemismo para países com população pobre como Brasil, Índia, China e Rússia). Apesar disso, o carro não deixa de ser desinteressante. O Go foi lançado na Índia em março de 2014. O pequeno tem 3,78 metros de comprimento e é movido por um três-cilindros aspirado 1,2 litro, de 68 cv, com câmbio manual de cinco marchas . Apesar da simplicidade, os freios a disco dianteiros são ventilados (até hoje não são no Peugeot 208 de entrada vendido no Brasil, o "compacto premium")... destaques para o computador de bordo (com funções de consumo médio, consumo instantâneo, distância restante para esgotar o tanque de combustível), orientador para trocar de marchas... mas é só isso. Não há freios antitravamento nem na versão mais cara, que de mais relevante tem bolsa inflável só para o motorista. Mas pelo menos é um carro bem acessível, custando, à partir de R$15,5 mil, aproximados e convertidos das rúpias indianas. Teoricamente.

Infelizmente não serão abordadas as dezenas de carros que possam existir nesse artigo pois, como se sabe, ficaria ainda mais extenso.

Agora, você já imaginou se pudesse ter acesso à esses modelos curiosos aqui no Brasil?

¹ Sejamos justos, o PIB per capita indiano é quase um terço do brasileiro. Para mais informações, cheque isso e isso.

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